As pessoas correm para lá e para cá, passam o tempo a administrar o seu próprio tempo e chegam ao fim do dia a pensar que mais um dia terminou e que foi cumprido. Outras, entendem que mais valia não terem colocado os pés fora da cama, mas há aqueles que cheios de alegria acabam o seu dia realizados. Temos, também, outros que estão mortos de espírito e que vivem somente por viver. Já não há tempo para pausas, para parar e pensar. Não há tempo para aproveitar pois todo ele está racionalizado e somos apenas números. Somos pessoas mas no fundo apenas representamos lucro. Não temos a consciência de que desfrutar da única vida que temos devia ser uma obrigação de todos e para todos. Por vezes somos confrontados com situações que nos fazem pensar no que temos e no que precisamos, no entanto continuamos no nosso ócio e à espera que os nossos desejos caíam do céu ou batam à porta. Ser-se lúcido nunca fez mal a ninguém contudo necessitamos de um 'quanto baste' de divertimento.
Chegar a casa e pensar. Sair e pensar. Ir aquele local e pensar. Poucos o fazem no entanto todos o deveriam fazer. É essencial fazer uma 'limpeza', eliminar o que não se precisa, o que nos incomoda e o que nos magoa. É importante reflectir sobre o que nos move e o que queremos que nos mova, sobre o que nos transforma e nos faz evoluir, é importante darmos a vida pela vida; viver plenamente sem arrependimentos apenas só daquilo que não se fez. Recordar aquilo que nos faz sorrir, nos emociona e desperta sentimentos. Tomar atitude e querer mudar o que está tão errado, libertar o que prendemos só porque achamos que é correcto. Mas nem sempre o que julgamos certo o é na realidade e abrir mão do mal para o bem chegar meramente alguns conseguem. No fim de contas, unicamente precisamos de uma pausa, das pessoas, do trabalho, dos problemas,... fechar os olhos e respirar fundo. Cada sujeito carece de organizar a sua mente, de uma maneira ou de outra o fazemos pois senão daríamos em loucos. Contudo o importante não é propriamente a pausa mas sim o que advém dela. O que extraímos desses momentos em que estamos sós e sós queremos estar. O mais importante é manter são o que nos é vital e não deixá-lo corromper por simples e eventuais fracassos ou acontecimentos menos felizes. Manter os que nos torna genuínos é a melhor arma para os não crentes, para os que não pausam.A paz escreve-se nas entrelinhas de uma pausa!
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