sábado, 29 de setembro de 2012

DEPENDÊNCIA


O Sol nasce e sorri para nós. Quase todos os dias a Lua nos diz 'Boa noite'. E todos os dias a janela aberta deixa entrar a clareza e o brilho do luar, sendo hipnotizante ao ponto de deixar um olhar vivo sincronizado na sua beleza natural. Cativa e assombra noites consecutivas, elevando o pensamento com uma só miragem. O outro faz desaparecer a nossa hipnose e acorda-nos todas as solitárias manhãs, encarando assim a realidade. Doador e perseguidor da  vida, que com destreza a forma e a mantém intacta e que a falece, porque a cada levantar se escoa no tempo. O terceiro é um corredor da mais alta competição e no fim nunca saí a perder, contudo os sujeitados a ele perdem a cada dia que passa preciosos ritmos constantes. Ele nunca pára , porque se parar é o fim da corrida. A incessante jornada promove um passo cada vez mais veloz e por certas alturas a rotina é tão consutudinária que o hábito já se entranhou na vida. Tendo uma posição fora do pódio, usualmente, isto é, todos os dias o seu uso é um desuso de uso. Ela é o tesouro do grande astro verde e azul, porém em várias suposições, o seu título de autenticidade é desperdiçado pelo terceiro, levando à sua extinção. A lógica considera-a um castigo de psique. Este antepenúltimo da lista tem muito que se lhe diga, no fim de contas é o que gere quase todos da rol. Ele é a alma, o coração, o espírito, a força, a consciência, o autor...pode-se encará-lo da forma que se deseja só que no fundo quem manda é sempre ele(a). Ele(a) deseja, ordena, pede, suplica, sente, gere, responde,...ele(a) orienta e desorienta, conserta e desconserta, sêmea e colhe,... No término ele(a) apenas guia e não há maneira de voltar ao pretérito dado que a estaca zero é sempre no desabrochar. A única opção é olvidar e fazer um recomeço. Só que para este reencetar é necessário dispensar uma carga brutal de todo o nosso universo secundário. E para isso é preciso sucumbir. O buraco negro da vida é o último classificado, não há muito a dizer, simplesmente assim que perecer, não existe conhecimento para lá deste percurso e também só surgirá cultura quando tudo findar. O principal será sempre o tempo e a vida humana.


O universo está para a vida assim como o buraco negro para a morte.