Lembro-me da dor que sentia. Lembro-me tão bem que parece que a sinto de novo. Todas as noites algo me incita a recordar o que foi e já não é mais. O "som" da consciência a dar palpites enquanto o coração se afoga na mágoa. De noite reflectimos e deparamos-nos com a realidade. É de noite que fazemos uma introspecção, e por vezes declaramos guerra a nós mesmos. Difícil enterrar um passado que insiste em viver. As cicatrizes e as memórias não se apagam nem passam com o tempo. Tudo o que foi real está presente como se nunca tivesse ido embora. É relembrado como se acontecesse neste momento. As pessoas não o deixam ir embora porque pensam que uma parte delas irá ser apagada e que essa parte perderá toda a credibilidade até então. Mas permitir que esse raciocínio exista é estarmos a ser manipulados como uma criança quando lhe é oferecido um chocolate, embora elas, as crianças, vejam e digam geralmente a verdade.
A racionalização destes sentimentos e da relação que um individuo mantém com o passado é puramente inverídico, isto porque em nenhum momento podemos controlar o que já decorreu e de forma alguma devemos esquecer o que é transacto. Pois ao tentarmos esquecer o decorrido estamos a tentar esquecer a nossa identidade, o que fomos e o que nos fez chegar ao que somos hoje e onde estamos. Por vezes não devemos lamentar o que é pretérito pois cada atitude no presente constrói o nosso futuro, ou seja, o passado "presente" das nossas escolhas, quer boas ou más, unidas com o destino trouxeram-nos quiçá para onde exactamente deveríamos estar. No entanto, inconvenientemente sentimos aflição, angústia e desconsolo e eventualmente sentimos-nos um pouco desorientados e é provável que nunca entenda-mos como é que se processam algumas emoções até as sentir-mos embora nos pareça que sabemos como senti-las.Resumidamente, sentir é algo para quem têm coragem e discernimento uma vez que aqueles que possuem estas faculdades se atiram a um precipício à espera de serem apanhados no fim do mesmo e sorte daqueles que o são.
A racionalização destes sentimentos e da relação que um individuo mantém com o passado é puramente inverídico, isto porque em nenhum momento podemos controlar o que já decorreu e de forma alguma devemos esquecer o que é transacto. Pois ao tentarmos esquecer o decorrido estamos a tentar esquecer a nossa identidade, o que fomos e o que nos fez chegar ao que somos hoje e onde estamos. Por vezes não devemos lamentar o que é pretérito pois cada atitude no presente constrói o nosso futuro, ou seja, o passado "presente" das nossas escolhas, quer boas ou más, unidas com o destino trouxeram-nos quiçá para onde exactamente deveríamos estar. No entanto, inconvenientemente sentimos aflição, angústia e desconsolo e eventualmente sentimos-nos um pouco desorientados e é provável que nunca entenda-mos como é que se processam algumas emoções até as sentir-mos embora nos pareça que sabemos como senti-las.Resumidamente, sentir é algo para quem têm coragem e discernimento uma vez que aqueles que possuem estas faculdades se atiram a um precipício à espera de serem apanhados no fim do mesmo e sorte daqueles que o são.
Viver plenamente é um acto de bravura insana!