Cada dia é um risco que desaparece, um olhar melancólico e um sorriso forçado, um peso nos ombros e nos olhos, uma vontade desnecessária, uma perdição caloteira, saber o que é o nervosismo à flor da pele e a vontade de partir para longe sem mais medos de sofrer e prever o que poderá acontecer, cada dia que passa mais eu quero ir, realizar o que não realizei pois é o que sempre desejei está tão perto mas tão longe. O encantamento daquele lugar deixa-me a pensar o porquê de me empurrar para onde não deveria estar, perdida na estrada, no deserto, ter água armazenada mas só utilizá-la quando é mais forte, quando a sede investe na saciedade de perder. Quando não reconhecemos o que vai dentro de nós pouco podemos dizer sobre o que se passa connosco, feridas não curadas, ventos a suprimir os acontecimentos, filosofias falhadas, sonhos inacabados, políticas falsas e misericórdias escondidas tudo falha apenas porque tudo não está bem. Ela viajou para longe, não voltou com o medo do presente, faltou e renunciou ao que a verdade lhe provou, pensou que tudo estava a quebrar, um grito que a alma não quis dar, melhor, não conseguiu dar.
Músicas aquelas que pareciam baralhar era o confronto entre azeite e água, tudo estava dividido em partes, como um puzzle e nenhuma das peças encaixava então aí percebi que não neste mundo mas sim noutro me encontrava. Podia ser tudo irreal mas nada era assim, apenas era uma ilusão e o real bem frente a frente comigo não podia escapar, como a areia escapa por entre os dedos, o encantamento das árvores o seu assobio demorado e o seu vento fresco fizeram-me sentir um arrepio mas onde está o vento, onde estão as árvores onde estou eu; mesmo estando aqui perco-me sem rumo e como isso acontece não encontro saída até o sol brilhar porque enquanto chove e está escuro a estrela que sou não brilha e o caminho azul percorrido não é azul mas sim preto talvez um preto falsificado porque um dia o preto voltará a ser azul ou até mesmo rosa apenas isso depende do caminho que escolher, da seta onde eu virar dos passos que der, os dogmas que adquiri muitas vezes não servem de nada e os lugares profanos onde estou não me permitem visualizar com nitidez o que deveria ter enfrentado sem timidez. Contudo voltarei ao lugar onde deveria estar pois onde me encontro não terá retorno se não enfrentar o que tem de ser enfrentado mesmo que tudo por agora pareça enevoado!
Músicas aquelas que pareciam baralhar era o confronto entre azeite e água, tudo estava dividido em partes, como um puzzle e nenhuma das peças encaixava então aí percebi que não neste mundo mas sim noutro me encontrava. Podia ser tudo irreal mas nada era assim, apenas era uma ilusão e o real bem frente a frente comigo não podia escapar, como a areia escapa por entre os dedos, o encantamento das árvores o seu assobio demorado e o seu vento fresco fizeram-me sentir um arrepio mas onde está o vento, onde estão as árvores onde estou eu; mesmo estando aqui perco-me sem rumo e como isso acontece não encontro saída até o sol brilhar porque enquanto chove e está escuro a estrela que sou não brilha e o caminho azul percorrido não é azul mas sim preto talvez um preto falsificado porque um dia o preto voltará a ser azul ou até mesmo rosa apenas isso depende do caminho que escolher, da seta onde eu virar dos passos que der, os dogmas que adquiri muitas vezes não servem de nada e os lugares profanos onde estou não me permitem visualizar com nitidez o que deveria ter enfrentado sem timidez. Contudo voltarei ao lugar onde deveria estar pois onde me encontro não terá retorno se não enfrentar o que tem de ser enfrentado mesmo que tudo por agora pareça enevoado!
Apenas há dias em que não se vive mas sobrevive
