domingo, 8 de julho de 2012

CONTAGEM

Parecia um sonho, era tudo quase perfeito, realmente era, até que acordei e dei conta que tudo o que sonhará acontecerá exactamente ao mesmo tempo no tempo. Quando absorvermos demasiados acontecimentos do quotidiano surpreendemo-nos com a exactidão de catalogar logo tudo o que achamos imperfeito, sabendo que no fim de contas nada é perfeito. Aprofundar o pensamento nessa questão não nos leva a lado nenhum porém quando desviamos o pensamento para outras temáticas deparamo-nos com areais que por certo não podem sair de dentro de nós, porque até podemos tentar contar todas as pedras de areia do mundo que não serão suficientes para mostrarmos o que somos e o que por vezes sentimos. Contamos a passagem do tempo e até mesmo os pares de sapatos, enfim contamos tudo ou pelo menos quase tudo, ainda assim há muitos segredos, estados de alma, sentimentos e afins que fazemos o obséquio de guardar para nós só que acabamos no fim de tudo por criar abismos com prateleiras de categorias diferentes. De tempos a tempos consultamos essas categorias mas de "100 anos em 100 anos" elas espalham-se pelo ar formando uma grande confusão denominada por acumulador. E quando nos apercebemos da acumulação já é tarde demais para lidarmos com ela, por isso temos de seleccionar informação no entanto sempre escapará alguns detalhes e são esses detalhes que geram a confusão, deste modo viveremos num abismo sem fim. Resumidamente a nossa vida é um conta relógio, a cada dia que passa é menos um dia que vivemos, todavia também é um dia vivido com horas ganhas e horas desperdiçadas até que chega o momento em que percebemos como trabalhar o tempo e a sua contagem decrescente.

A vida escorre através do tempo

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